1 September 2009

Ilustrações de Beatriz Berman

Beatriz Berman

LIVRO DE HISTÓRIAS. Baseado na obra de Monteiro Lobato.
Várias histórias com diferentes redatores e ilustradores.
Alice é contada por Orlando P. Miranda
e ilustrada por Beatriz Berman. (Argentina)
Rio de Janeiro: Rio Gráfica Editora, 1979.
21 x 28 cm. 123 pág. 16 pág. e 9 ilustrações a cores para Alice.



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Beatriz Berman



Segundo Monteiro Lobato na introdução de sua adaptação de Alice, foi graças aos pedidos de Narizinho que ele adaptou Alice para o português. Alice chegou inclusive a visitar o Sítio do Picapau Amarelo em Reinações de Narizinho para assistir a apresentação do “círculo de escavalinhos”, entre outras estórias. Nos livros de Lobato é curioso notar como o pessoal do Sitio se refere aos personagens das histórias contadas por Dona Benta, de Peter Pan a Tom Mix, passando pelo Gato Félix, Pinóquio e Dom Quixote de La mancha, como os habitantes do “Mundo das Maravilhas”. Seus ilustradores chegam mesmo a criar mapas desse mundo, onde a casa da Alice e o país das Maravilhas, Liliput  e a Terra do nunca coexistem!





Esta estória que estamos apresentando traz dos livros de Lobato  a proposta de cruzamento de universos ficcionais. Nesse livro é a turma do Sítio que vai visitar os clássicos da literatura como o corcunda de Notre Dame, Moby Dick, Robin Hood e Alice no País das Maravilhas. O texto de Alice conta uma nova estória numa apropriação bastante reducionista da obra de Carroll.

As estórias são ilustradas por ilustradores diferentes e Alice é ilustrada por Beatriz Berman. É curioso notar o encontro entre a ilustrações de Beatriz Berman para os personagens de Alice, com os desenhos dos personagens do Sitio. Esses são os mesmos em todas as histórias, numa caracterização que naquele momento estava sendo apresentada para o público infantil através de histórias em quadrinhos e almanaques, seguindo o sucesso brilhante do seriado na TV "O Sítio do Picapau Amarelo".

As ilustrações de Berman coloridas e esfuziantes brincam com o espaço e os limites do texto na página.
Num jogo de proporçõe, curvas  e ângulos de visão suas figuras sugerem uma experiência de deslocamentos que desafiam o olhar do leitor.





Beatriz Berman




"De repente aparece no Sítio um misterioso bilhete da menina Alice. Sem perda de tempo, Pedrinho e seus companheiros saem em socorro da amiga. E percorrem o mundo mágico do País das Maravilhas"

"- Que diz o bilhete? - perguntou Emília. Narizinho leu:

Sorroco. Sirponera do 
Sapi das Ramavilhas."

- Que quer dizer isso?

- Espera tem mais escrito em baixo!
E Narizinho continuou:

"Este bilhete está em código por que pode cair nas mãos do coelho branco.
A tradução é a seguinte:
Socorro, prisioneira do País das Maravilhas! Assinado: Alice."

- Colocar o código e a tradução no mesmo bilhete! - espantou-se o Visconde. - Só mesmo no País das
Maravilhas..."



Sobre a presença de Alice na obra de Monteiro Lobato você pode ler:


Aventuras de Alice no Sítio do Picapau Amarelo
por Adriana Peliano

Encontro entre Alice e Narizinho

por Adriana Peliano




Álbum do Sítio do PicaPau Amarelo 
Lançado pela editora Rio Gráfica em 1981


Edição lançada em setembro de 1978 
pela extinta RGE, com toda a Turma do Sítio do Picapau Amarelo.





Almanaque do Sítio do Picapau Amarelo
 1ª Série - n° 1 - 1977


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“Always in search of curious objects, broken toys, bits of things and traces of stories, Adriana Peliano stitches together desires, monsters and fairy tales. Her collages and metamorphic assemblages are magical and multiple inventories, where logic is reinvented with new meanings and narratives, creating language games and dream labyrinths. Everything is transformed to tell new stories that dislocate our way of seeing, inviting the marvellous to visit our world.” “Sempre em busca de objetos curiosos, restos de brinquedos, cacos de mundos e rastros de estórias, Adriana Peliano costura desejos, monstros e contos de fadas. Suas colagens, metamofoses e assemblagens despertam inventários mágicos e múltiplos, onde a lógica do cotidiano é reinventada em novos sentidos e narrativas, criando jogos de linguagem e labirintos de sonhos. Tudo se transforma para contar novas estórias, abrindo portas para o maravilhoso.”