11 October 2009

No país das maravilhas: uma metáfora sobre o dizer na rede

grifos meus.

Lucília Maria Sousa Romão



Esse artigo pretende, a partir da noção de discurso, memória e arquivo de Michel Pêcheux, do conceito de heterogeneidade de Authier-Revuz e da narrativa “Alice no país das maravilhas” de Lewis Caroll, indagar e discutir a topologia do hipertexto. Também coteja uma reflexão sobre o sujeito da linguagem e como ele (se) inscreve socialmente sentidos na rede.

That article intends, starting from the speech notion, memoryand file of Michel Pêcheux, of the concept of heterogeneity of Authier-Revuz and of the narrative "Alice in the country of marvels", of LewisCarol, to investigate and to discuss the topology of the hipertext. It alsocompares a reflection on the subject of the language and like him (if) heenrolls senses socially in the net.

“(...) o sentido de cada palavra parece-se com uma estrela quando se põe a projetar marés vivas pelo espaço fora, ventos cósmicos, perturbações magnéticas, aflições...”
José Saramago

No presente trabalho, proponho-me a desenhar uma reflexão sobre o discurso na rede eletrônica, que, qual uma estrela de mil pontas, cria condições para a emergência do sujeito e dos sentidos de um modo diferente daquele associado ao universo da escrita impressa. Preocupada em definir e discutir a topologia da Internet e do hipertexto, busco compreender como a narrativa “Alice no país das maravilhas”, de Lewis Carroll, é fecunda para fazer falar o sujeito-navegador, no entremeio de passagens, portas, fechaduras, links e conexões de espaços que se seguem em uma seqüência não linear e em um vai-e-vem de poções, que ora fazem as noções de tamanho, degrande e pequeno, de dentro e fora, de avesso e direito, serem ressignificadas.







Também me interessa observar como os poros abertos do espaço da ficção combinam-se com o ciberespaço, no primeiro caso, onde a personagem passeia à procura de uma saída, sofrendo cada encruzilhada, diálogo e personagem como resultado de uma queda acidental em um buraco negro e fundo e, na rede, passeando pelo puro prazer de navegar, deslocar-se sem rumo nem necessidade (e sem busca) de saída, muitas vezes sem outra preocupação a não ser a de um flaneur. Apoiada na Análise do Discurso de matriz francesa e, especialmente amparada por Pêcheux e Authier-Revuz, discuto a navegação como a possibilidade de os sujeitos inscreverem discursivamente suas fantasias, assim, debruço-me sobre a textualidade eletrônica com o propósito de interpretar alguns closes das “marés vivas pelo espaço fora, ventos cósmicos, perturbações magnéticas, aflições”.


‘Acho que infelizmente não posso me explicar, minha senhora’, disse Alice, ‘porque já não sou eu, entende?’ ”Lewis Carroll A história poderia ter como mote as peripécias de uma menina curiosa, que indaga, polemiza, desautoriza regras e questiona a realidade, enfrentando desafios para os quais têm quedar resposta sozinha, posto que caiu em um poço escuro, fundo e desconhecido. Inconformada pela atitude da irmã, que se delicia com um livro sem diálogos e sem figuras (não sem antes indagar: “e de que serve um livro sem desenhos ou diálogos?), a menina vive estranhas experiências, muda de tamanho diversas vezes, ouve bichos a conversar, encontra-se com rei e rainha de verdade, vê cartas de baralho pintando as flores de vermelho, depara-se com objetos que falam e são dotados de poderes extraordinários. Talvez pela tematização da angústia, derivada de tantas mudanças e pelo desconhecimento das regras que geram esse novo país cheiode maravilhas, a obra tenha uma contra-indicação no verso: “O mais estranho e fascinante livro para crianças (só para crianças?)”.

O passo inicial da trama foi dado quando da tentativa de capturar um coelho branco e a entrada “no que parecia ser um poço muito escuro” (2005:13), mas, para além da fundura e escuridão, chama atenção a ausência de referenciais de altura e direção, o que leva a personagema se confundir, afinal, estaria caindo ou subindo? Nas paredes do tal poço, havia diversos “guarda-louças e prateleiras de livro (...) Para baixo, para baixo, para baixo. A queda nunca ia chegar ao fim?” (Carroll, op.cit.:14). A falta de apoio do corpo na terra ou em uma superfície que lhe dê ancoragem faz com que a personagem flutue e, em posse dessa sensação, promova perguntas e questionamentos para as quais ela não tem resposta: “como ela não sabia a resposta para nenhuma das perguntas, tanto fazia a ordem que lhes dava.” (op.cit: 16).






E talvez seja justamente essa mudança na ordem, seqüência e organização do caminho, do texto e dos atos de linguagem o que se experimenta na rede eletrônica: as passagens para um outro lugar e o gesto de clicar rumo a uma outra página, ainda que não se saiba exatamente o que estará inscrito nela, alimentam uma nova maneira de o sujeito se deslocar e se constituir e, paracontinuar a movimentar-se, será preciso ora beber o líquido de uma garrafa, ora comer o pedaço de um bolo, sempre buscando uma nova estratégia e chave para abrir e destrancar as fechaduras eletrônicas, que são várias. O afã de passar adiante, de não ficar em uma única cena, de não sesatisfazer com o cenário em que está e de experimentar o rigor das passagens e trânsitos é o que marca a posição-sujeito navegador (Romão, 2004a).

O nó temático da narrativa infantil e do hipertexto é a passagem sempre constante para outra cena, seja ela do passado ou uma antecipação do futuro, que, no presente, volta a ser significada; seja a passagem para um minuto que, mais à frente, será vivido como conflito derivado de a personagem ter passado por/para um espaço, seja momento de entretenimento ou prazer e angústia. O que se move é a dimensão dos pórticos, arcos, passagens, portas e janelas, que ganham evidência não só pela indicação de um deslocamento febril de cenas, mas, sobretudo, pela representação imaginária que traçam, para Alice e para o sujeito, de que é possível estar empermanente estado de trânsito, deslocar-se sem medida, entrar em qualquer lugar, atravessar qualquer passagem (até as mais apertadas) e ganhar espaços sempre novos e outros sem censura (Romão, 2004b).

Para Alice tal proeza se repete a cada desafio novo e a cada novo cenário: “Alice já estava a costumada a esperar apenas coisas extraordinárias que lhe parecia bastante monótono e estúpido que a vida continuasse no ritmo normal” (2005:22). O tamanho de seu corpo já não oferece resistência a transformações, podendo diminuir e fazendo-a experimentar o tamanho de um pequeno animal, prendendo-a em uma casinha minúscula, aliás, um movimento amébico, demover-se ao sabor da solução aquosa em que está, gera uma confusão de identidade. Com ocorpo diminuto em ambiente bem pequeno, a personagem vê detalhes que lhe escapavam em seu corpo de menina, observa closes, investiga a realidade a partir de um tamanho que não lhe é próprio e que, por isso mesmo, desafia o seu olhar e causa estranhamento: “ter muitos tamanhos num mesmo dia é muito confuso” (op.cit.:61) Também o inverso ocorre. Com a degustação de um pedaço de bolo, a menina torna-seum gigante enorme e irreconhecível, com um pescoço imenso e uma cabeça pequena a olharpaisagens que a vista não alcançava antes, a alcançar com as mãos regiões que lhes eram proibidas. Arrisca-se quando começa a chorar e provoca tal enchente, que é quase morta porafogamento nas águas de suas próprias lágrimas. “Como tudo é esquisito hoje! E ontem tudo era exatamente como decostume. Será que fui eu que mudei à noite? Deixe-me pensar: eu era a mesma quando levantei hoje de manhã? Estou quase achandoque posso me lembrar de me sentir um pouco diferente. Mas se eu não sou a mesma, a próxima pergunta é: quem é que eu sou? Ah,essa é a grande charada”. (op.cit: 26)







Tais metáforas, na ficção, antecipadoras de uma possibilidade empírica de mudar de corpo no espaço, fazem falar algo que, na rede eletrônica, é experimentado de um modo simbólico. Avivência de papéis, posições e identidades nem sempre ligadas ao real, que podem se manifestar sem a explicitação do rosto, da voz e do corpo; assim sendo, pode-se falar de um modo descompromissado de como a fantasia reveste-se, pode-se alongar o corpo e mudá-lo ao sabor da imaginação, pode-se enunciar de um ponto distante daquele delimitado pelas condições materiais da enunciação, pode-se dizer fazendo de conta que se é minúscula criatura e monstruoso gigante em pouco intervalo de tempo. O jogo de representações imaginárias, proposto por Pêcheux (1969), ajuda a refletir não só o que Alice vive na ficção, mas o modo como os sujeitos deslizam na malha digital: que imagem o internauta faz do outro para o qual fala? Qual imagem supõe que o outro faça dele com interlocutores? De que modo o sujeito se vê ao falar para o outro que supõe ser x? Ou seja, agrande charada da discursividade eletrônica é esse lego imaginário de posições-sujeitos, que constituem-se em um ambiente não delimitado pelo tempo da história e pela noção de geografiaque constitui o impresso (um jornal impresso tem, no mínimo, o nome da cidade, editor, data daimpressão, horário do fechamento da edição etc). O permanente e tenso deslocamento no ciberespaço – cheio de tocas de coelho branco – cria condições para o sujeito construa a sua discursividade na fugacidade, também marcada pela possibilidade de dizer e escrever, na tela, a fantasia que lhe é interditada na realidade. Há um risco de um silenciamento sobre as condições sócio-históricas (Pêcheux, 1982) dosdizeres e uma tecnologização da leitura, perigos que o autor antecipa em seu último trabalho(Maldidier, 2003).

A fala de muitos internautas, em blogs, salas de chats, orkut, sites, abre um vazio a cerca do “quem fez essa página?”, “de onde vem o autor?”, “de qual país, classe social,cidade ele é?”, “pertence a algum grupo étnico, partido, igreja?” etc. Tais perguntas, que antes faziam fervilhar a inquietação dos leitores a respeito do autor de uma determinada obra literária ou de uma edição impressa, agora transmutam-se em questões mais complexas, posto que muitos textos e sites são anônimos, clonados de outros sites e plagiados de autores consagrados ou também anônimos. Além disso, corre-se o risco de ler a rede do ponto de vista de um olhar meramente técnico, preocupado com a formatação da mesma, sem levar em conta a questão política de se trabalhar com arquivos informatizados, questão que envolve perguntas a respeitodas imagens e representações colocadas em jogo, do efeito de naturalização de um modo de dizer, da “seleção” dos dados a serem disponibilizados, do sujeito manifesto na ordem da língua, dop apel da memória para a atribuição dos sentidos (Pêcheux, 1999), enfim, do discurso. Diante disso, tomo emprestada a voz de Alice, em diferentes momentos da narrativa, para manifestar quão novos complexos são os gestos de interpretação, leitura e escrita do discurso na rede, inscritos pela noção de rapidez, interatividade e fragmentação: “(...) eles começavam a correr quando desejavam, e desistiam quando desejavam, por isso não era fácil saber quando a corridatinha chegado ao fim” (op.cit:39)

O lugar não importa muito..., disse Alice (...) ... desde que chegue a algum lugar (...)” (op.cit:84)“Como são intrigantes todas estas mudanças! Nunca sei ao certo o que vou ser no próximo minuto! (op.cit.:72) Tais recortes indiciam o jogo de sujeitos, representações imaginárias, formações ideológicas e discursivas em um ambiente virtual, marcado pelos flashes dos cliques e pela noçãode hipertexto, conceito entendido por Marcuschi (1999:21-22) da seguinte maneira:“O termo hipertexto foi cunhado por Theodor Holm Nelson em 1964, para referir uma escritura eletrônica não-seqüencial e não-linear, que se bifurca e permite ao leitor o acesso a um número praticamente ilimitado de outros textos a partir de escolhas locais e sucessivas, em tempo real. Assim o leitor tem condições de definir interativamente o fluxo de sua leitura a partir de assuntos tratados no texto sem se prender a uma seqüência fixa ou a tópicos estabelecidos por um autor. Trata-se de uma forma de estruturação textual que faz do leitor simultaneamente co-autor do texto final. O hipertexto se caracteriza, pois, como um processo de escritura/leitura eletrônica multilinearizado, multiseqüencial e indeterminado, realizado em um novo espaço.”

Também Wandelli (2003:35) discute o hipertexto como uma estrutura sem uma ordem linear, garantida por rápidos movimentos de deslocamento do leitor por entre nós, redes e links, marcados por “focos provisórios ou instáveis de interesse”:“Recursos paratextuais e links (sinais,marcas, palavras queexplicitam a ligação entre pontos distantes) encorajam o leitor a se mover de um intertítulo a outro de forma não-seqüencial, a fazersuas próprias conexões, incorporar seus próprios links e aproduzir seus próprios percursos. ”Assim, o deslocamento do sujeito de link em link tende a criar mais a aventura da navegação do que o desejo do destino final, dialogando com o passeio ficcional de Alice em meio a passagens desconhecidas, a percursos inéditos, a inúmeras portas com fechaduras e a situações de trânsito e transformações, muitas vezes vividas na própria pele da personagem.

O fio promotor da seqüência nos entremeios dos links pode sofrer quebra a qualquer momento e isso cria umefeito de leitura deslocante, de ruptura freqüente, de imagens galopantes sem freio e de palavra que mais deriva do que é amarrada (Romão, 2004b). Para dar conta da nova inscrição social dos sujeitos e dos sentidos, faz-se necessária a acuidade de observar a textualidade eletrônica a partir de uma outra ordem de leis, diferente daquela que rege o impresso e que dita os mecanismos de coesão, coerência, unidade, gênero textual etc. Isso porque se é verdade que, na folha de papel em branco, existe uma delimitação para o dizer e um recorte do espaço físico a ser preenchido, também é válido afirmar que a página com o hipertexto, teoricamente, comporta inúmeras outras páginas, entradas e/ou saídas para/de um dizer, rompendo com toda ordem de limitação física do papel, visto que ele triplica-se emvários papéis.






Assim, há folhas diversas desencadernadas, sopradas no vento do ciberespaço eespalhadas em direções incontroláveis, recuperando a dimensão de que as tocas de coelho comtúneis escuros e fundos espalharam-se muito além da imaginação de Alice. Tanto na narrativa das maravilhas quanto no hipertexto, não é possível ter a noção de inteireza, unidade e completude, não há meios de sobrevoar toda a área para um reconhecimento geral, não existe possibilidade de executar uma ação tão familiar quanto folhear um livro todo, percorrendo com o dedo o seu dorso, folha de rosto, capa, rodapé etc. Não há nada além do recorte da janela, atrás da qual está a rede inteira, escondida e submersa na opacidade e extensão desconhecida. Vê-se uma página de cada vez, sem saber ao certo qual é o fio que a prende a um livro inteiro e talvez nem mesmo livros inteiros existam mais... Quanto ao navegador, resta-lhe o prazer de provar os pedaços sem a dimensão do todo, de experimentar as margens sem reconhecer o centro, de andar sobre fios imaginários sem o apoio das vias reais do papel e, enfim, de equilibrar-se nos desvãos dos nós e pontos de uma rede que não se vê a urdidura. Vale marcar que, em tais condições de produção, o sujeito empresta a voz do outro (Schneider, 1990), plagiando-o e roubando-lhe o dizer; perde-se em rotas de navegação não traçadas e mal definidas, entrando por atalhos de links que não levarão a lugar nenhum, apenas aumentarão as horas de conexão e definirão mais e melhor o papel do navegador sem rumo; porfim, tende a apresentar o seu dizer de modo mais heterogêneo (Authier-Revuz, 1990), envoltopela velocidade dos acessos e pelo vazamento dos sentidos no entre-cliques.

Muitas vozes misturadas e imbricadas em um mesmo dizer; tantas mudanças de identidade, tamanho e posição garantidos pelo imaginário que pode fazer flutuar a palavra como Alice ao cair no túnel; vários pórticos para atravessar e passar adiante sem que se saiba o mapado terreno onde se pisa ou se surfa; tantos roubos, empréstimos e tomadas, que já não se consegue desenrolar nem rastrear os dizeres: na ficção, Alice acorda de um sonho (ou pesadelo), conversa com a irmã (que está acordada, passa a imaginar o sonho de Alice e, ao imaginá-lopassa a sonhar as mesmas cenas que a irmã quando adormecida) e sai correndo. Na rede, ointernauta desconecta-se, sai do mundo que a tela lhe propiciou criar e que se oferece à visão; afasta-se do que ele inscreveu de sentidos para si e para o outro; desveste-se da virtualidade e daposição de navegador errante e desliga o monitor. Com o apagamento da luz, elabora-se umaoutra forma de despertar so sonho e da fantasia e, assim, o país das maravilhas adormece até a próxima conexão.




Bibliografia:

AUTHIER-REVUZ, Jaqueline. Heterogeneidade(s) enunciativa(s). Cadernos de estudos Lingüísticos n.19, Unicamp, 1990.CARROLL, Lewis. Alice no País das Maravilhas. Porto Alegre: L&PM Editores, 2005.
MALDIDIER, Denise. A inquietação do discurso (re)ler Michel Pêcheux hoje. Trad Eni Orlandi.Campinas: Pontes, 2003.MARCUSCHI, Luiz Antônio. Linearização, cognição e referência: o desafio do hipertexto. In:Línguas e Instrumentos Lingüísticos. 3, Campinas: Editora Pontes, 1999.
PÊCHEUX, Michel. Ler o arquivo hoje. IN: Gestos de leitura, Orlandi, Eni. (org) Campinas:Editora da Unicamp, 1982.
PÊCHEUX, Michel. Papel da memória. IN: Papel da memória, vários autores. Campinas: Pontes,1999.
PÊCHEUX, Michel. Por uma análise automática do discurso: uma introdução à obra de MichelPêcheux. (1969) In: GADET, F e HAK, T. (org.) Campinas: Editora da UNICAMP, 1993.
ROMÃO, Lucília Maria Sousa. Na teia eletrônica, fragmentos da memória. In: Giros na Cidade:materialidade do espaço. Morello, Rosângela (org), Campinas: Editora da Unicamp,Labeurb, 2004.
ROMÃO, Lucília Maria Sousa. Nós, desconhecidos, na grande rede. Revista Linguagem em(Dis)curso vol5, n.1, 2004.
SCHNEIDER, Michel. Ladrões de palavras. Campinas: Editora da Unicamp, 1990.
VANDELLI, Raquel. Leituras do hipertexto- Viagem ao dicionário Kazar. Florianópolis/ SãoPaulo: Editora da UFSC/ Imprensa Oficial, 2003

REVISTA LETRA MAGNA
Revista Eletrônica de Divulgação Científica em Língua Portuguesa, Lingüística e Literatura - Ano 02 - n.03 - 2º Semestre de 2005.


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“Always in search of curious objects, broken toys, bits of things and traces of stories, Adriana Peliano stitches together desires, monsters and fairy tales. Her collages and metamorphic assemblages are magical and multiple inventories, where logic is reinvented with new meanings and narratives, creating language games and dream labyrinths. Everything is transformed to tell new stories that dislocate our way of seeing, inviting the marvellous to visit our world.” “Sempre em busca de objetos curiosos, restos de brinquedos, cacos de mundos e rastros de estórias, Adriana Peliano costura desejos, monstros e contos de fadas. Suas colagens, metamofoses e assemblagens despertam inventários mágicos e múltiplos, onde a lógica do cotidiano é reinventada em novos sentidos e narrativas, criando jogos de linguagem e labirintos de sonhos. Tudo se transforma para contar novas estórias, abrindo portas para o maravilhoso.”