28 June 2015

A ICONOGRAFIA DE ALGUÉM QUE FOI CAINDO

Talles Colatino



“Caindo, caindo, caindo. A queda não terminaria nunca?”. A dúvida do narrador de Alice no País das Maravilhas, ainda nas primeiras páginas da obra-prima do britânico Lewis Carroll, é compartilhada pela própria protagonista e por sua legião de fãs há 150 anos. Mesmo quando se deparou com o País das Maravilhas e dele despertou, a queda de Alice pela toca do Coelho Branco se inunda até hoje de transmutações diversas para seus seguidores. Afinal, é justamente ali, quando, por um descuido, a menina mergulha no seu próprio inconsciente: distorcido, disfuncional, incômodo. Uma travessia mapeada por encontros com criaturas loucas que gera fascínio, curiosidade, ânsia. Caindo, caindo, caindo. Colocado assim, parece até proporcional, mas nada aqui é meramente matemático ou pertence a joguetes de linguagem: Alice é, antes de tudo, um labirinto de projeções."

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Fonte: Pernambuco - Suplemento Cultural do Diário Oficial do Estado.

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“Always in search of curious objects, broken toys, bits of things and traces of stories, Adriana Peliano stitches together desires, monsters and fairy tales. Her collages and metamorphic assemblages are magical and multiple inventories, where logic is reinvented with new meanings and narratives, creating language games and dream labyrinths. Everything is transformed to tell new stories that dislocate our way of seeing, inviting the marvellous to visit our world.” “Sempre em busca de objetos curiosos, restos de brinquedos, cacos de mundos e rastros de estórias, Adriana Peliano costura desejos, monstros e contos de fadas. Suas colagens, metamofoses e assemblagens despertam inventários mágicos e múltiplos, onde a lógica do cotidiano é reinventada em novos sentidos e narrativas, criando jogos de linguagem e labirintos de sonhos. Tudo se transforma para contar novas estórias, abrindo portas para o maravilhoso.”