28 August 2010

Alice por Talita Hoffmann



"De que serve um livro sem figuras e nem diálogos?" Alice


Talita Hoffmann redesenha a história de Alice, brincando com as palavras e as imagens num lindo projeto gráfico. As imagens transbordam para dentro do texto, que cria curvas de movimento e conta as aventuras de Alice dando ritmo às intenções da história e fazendo o texto dançar na página, num mágico quebra cabeça. As experiências de Carroll com o rabo do rato são o ponto de partida para uma grande brincadeira de linguagem. Essas ilustrações parecem simples e infantis a primeira vista mas dialogam com múltiplas referências estéticas dos quadrinhos, da cultura popular, da história do livro infantil ilustrado, entre outros. Elas me lembram as ilustrações do próprio Lewis Carroll, que parecem primitivas, mas revelam grande expressividade e poesia, num jogo entre delicadeza e estranhamento.

Talita Hoffman redraws the story of Alice, playing with words and imagens in a beautiful graphic design. The images overflow into the text, which creates motion curves and tells the story giving a rhythm in the intentions and doing the text dance on the page in a magical puzzle. His illustrations seem simple and childish at first sight but dialogue with multiple aesthetics references of comics, popular culture, among others. They remind me of the illustrations of Lewis Carroll himself, who seem primitive, but show great expressiveness and poetry, in a game between delicacy and surprise.


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“Always in search of curious objects, broken toys, bits of things and traces of stories, Adriana Peliano stitches together desires, monsters and fairy tales. Her collages and metamorphic assemblages are magical and multiple inventories, where logic is reinvented with new meanings and narratives, creating language games and dream labyrinths. Everything is transformed to tell new stories that dislocate our way of seeing, inviting the marvellous to visit our world.” “Sempre em busca de objetos curiosos, restos de brinquedos, cacos de mundos e rastros de estórias, Adriana Peliano costura desejos, monstros e contos de fadas. Suas colagens, metamofoses e assemblagens despertam inventários mágicos e múltiplos, onde a lógica do cotidiano é reinventada em novos sentidos e narrativas, criando jogos de linguagem e labirintos de sonhos. Tudo se transforma para contar novas estórias, abrindo portas para o maravilhoso.”