26 November 2009

Alice Marina Morena

Adriana e Marina Peliano

dentro de alice


Marina Peliano once was my little sister. But she ate any strange cookie and so suddenly she grew turning trapeze artist, sweet maker and art student, artist growing too. I asked her to do some drawings inspired on Alice and she followed the adventure. I found really beautiful her Alices who look like her. I remember now the letter of the writer Paulo Mendes Campos to his daughter when she was fifteen: "This book is crazy. The meaning is in you."



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Marina Peliano


Marina Peliano era a minha irmãzinha. Mas ela comeu e eu não vi algum biscoito estranho pois cresceu tão de repente que virou trapezista, doceira de primeira e estudante de arte, artista em crescimento. Chamei para fazer uns desenhos inspirados em Alice e ela se aventurou. Achei bem lindas essas Alices que se parecem com ela. Lembro da carta de Paulo Mendes Campos para sua filha aos quinze anos de idade: "Esse livro é doido. O sentido está em ti".



só alice


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Marina Peliano


Alice Marina se lança no ar, serpente, serpentina, trapezista. Ela se estica e se contorce e suas curvas e ondas dançam com as árvores e com o mundo em volta dela. Seus azuis violáceos são fluidos, fluxo fluentes e as cores do corpo e do corpo da paisagem vibram em espirais e piscam no ar. Texturas de sensações. Alice olha seus sapatinhos vermelhos mas são seus próprios olhos que nos dizem o que vêem, vemos assim os seus olhos vendo. Alice se afoga no rio de suas próprias lágrimas, se dilui nos líquidos tecidos fios de cabelos soltos e seu corpo se torna também paisagem, afeto e encantamento. Alice de sentidos no sentido do ver sendo visto, Alice mergulha no seu corpo água, lágrima, bicho, céu, floresta, metamorfose, viagem, tecido e movimento. Doçura e aventura.

com alice


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Marina Peliano



Olho a paisagem que se move, meu corpo também nela se movimenta. O mundo não está diante de mim, está ao meu redor. Meu corpo se vê e se move mantendo as coisas em círculo em minha volta. Meu corpo entre as coisas, móvel e visível, é também uma delas, está preso no tecido do mundo. As coisas são um prolongamento do corpo, estão incrustadas em minha carne. O mundo e o corpo são feitos do mesmo estofo.

Meu corpo se vê vidente, se toca tocante é visível e sensível para si mesmo no mundo. A visão para além dos dados visuais dá acesso a uma textura do ser da qual as mensagens sensoriais discretas, pequenas pontuações ou texturas que o olho habita tal como o homem habita a sua casa.

Inspirado na obra "O olho e o espírito" de Merleau Ponty 
ali se parece

About Me

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“Always in search of curious objects, broken toys, bits of things and traces of stories, Adriana Peliano stitches together desires, monsters and fairy tales. Her collages and metamorphic assemblages are magical and multiple inventories, where logic is reinvented with new meanings and narratives, creating language games and dream labyrinths. Everything is transformed to tell new stories that dislocate our way of seeing, inviting the marvellous to visit our world.” “Sempre em busca de objetos curiosos, restos de brinquedos, cacos de mundos e rastros de estórias, Adriana Peliano costura desejos, monstros e contos de fadas. Suas colagens, metamofoses e assemblagens despertam inventários mágicos e múltiplos, onde a lógica do cotidiano é reinventada em novos sentidos e narrativas, criando jogos de linguagem e labirintos de sonhos. Tudo se transforma para contar novas estórias, abrindo portas para o maravilhoso.”